Estratégia de mídia
Seguro auto, vida e empresarial: por que não usar a mesma campanha
Google Ads para corretora de seguros: matriz com intenção, cotação e indicador final para separar auto, vida, empresarial e saúde PJ. Peça um diagnóstico.
O essencial deste guia
Atualizado em
- Campanha por produto
- Cada seguro com campanha, orçamento, anúncios, página e conversão próprios.
- Intenção
- O que a busca revela sobre o momento da pessoa, como renovar o seguro do carro ou contratar o primeiro seguro empresarial.
- Cotação
- Dados que a corretora precisa para cotar, diferentes por produto e definidos com as seguradoras ou operadoras.
- Indicador final
- Apólice emitida nos seguros e contrato implantado no plano de saúde, acompanhados fora da plataforma.
- Registro na SUSEP
- Condição para atuar como corretor de seguros, consultável publicamente pelo consumidor.
Navegue neste artigo
- Corretora, seguradora e SUSEP: o que o anúncio precisa deixar claro?
- Por que uma campanha única atrapalha?
- Matriz de produto, intenção, cotação e indicador final
- Como estruturar as campanhas no Google Ads?
- Como medir até a apólice emitida?
- Qual produto priorizar quando a verba é limitada?
- Cuidados de comunicação nos anúncios
- E o Meta Ads, onde entra?
- Próximo passo
Resposta rápida
No Google Ads para corretora de seguros, auto, vida, empresarial e saúde PJ pedem campanhas separadas: a intenção de busca, os dados de cotação, quem decide e o indicador final mudam de um produto para outro. Juntos, o produto com mais buscas tende a consumir a verba e o relatório perde o sentido.
Muitas corretoras começam no Google Ads com uma campanha chamada “Seguros”, com auto, vida, empresarial e plano de saúde juntos. A lógica parece boa: uma verba só, um relatório só. Na prática, essa estrutura esconde quais produtos geram cotações, quais geram apólices e para onde o dinheiro está indo.
Este guia explica por que separar campanhas por produto, apresenta uma matriz de produto, intenção, cotação e indicador final e mostra uma estrutura ilustrativa para começar. Os exemplos não são resultados de clientes.
Corretora, seguradora e SUSEP: o que o anúncio precisa deixar claro?
A corretora intermedeia; a seguradora assume o risco e emite a apólice. Nos seguros privados, a supervisão é da SUSEP. Planos de saúde seguem outra lógica regulatória, com a ANS e as operadoras, como mostra o guia sobre leads de plano de saúde empresarial.
A SUSEP informa que, para atuar como corretor de seguros, é necessário ter habilitação técnica e registro na autarquia, e que “somente podem operar no mercado corretores com cadastro ATIVO”. O consumidor pode consultar corretores registrados na SUSEP por nome, CPF ou CNPJ. Para os anúncios, isso sugere uma prática simples: identificar a corretora pelo nome no anúncio e mostrar na página os dados que permitem essa consulta. A página também não deve sugerir que a corretora é a seguradora.
Por que uma campanha única atrapalha?
Quatro problemas aparecem quando produtos diferentes dividem a mesma campanha:
- A verba segue o volume de busca. O produto mais procurado tende a consumir o orçamento, mesmo que não seja o mais importante para a corretora naquele momento.
- As conversões se misturam. Uma cotação de auto e uma de seguro empresarial contam igual no relatório, embora tenham processos e valores diferentes.
- Os lances aprendem errado. Estratégias automáticas de lance otimizam para as conversões registradas. Se elas misturam produtos, a campanha busca mais do que é fácil de converter, não necessariamente do que a corretora quer.
- Anúncio e página ficam genéricos. Quem busca seguro para a frota da empresa e cai em uma página sobre seguros em geral precisa procurar a informação sozinho.
Matriz de produto, intenção, cotação e indicador final
Esta é a ferramenta central do artigo. Cada linha mostra por que o produto pede uma campanha própria. Os termos e dados são exemplos para orientar a estrutura; a lista exata de informações de cotação é definida com cada seguradora ou operadora.
| Produto | Intenção de busca típica | Gatilho da procura | Dados para cotar | Quem decide | Indicador final |
|---|---|---|---|---|---|
| Seguro auto | “cotação seguro auto”, “seguro para carro” com o modelo, “renovar seguro do carro” | Compra do veículo ou vencimento da apólice | Dados do veículo, do condutor principal e do local de uso | Proprietário do veículo | Apólice emitida |
| Seguro de vida | “seguro de vida”, “seguro de vida para autônomo” | Mudança familiar, novo financiamento, planejamento | Definidos pela seguradora na proposta | A pessoa, muitas vezes com a família | Apólice emitida |
| Seguro empresarial | “seguro empresarial”, “seguro para loja”, “seguro para escritório” | Abertura do negócio, exigência de contrato, renovação | Atividade, local do risco e bens a segurar | Sócio ou gestor | Apólice emitida |
| Plano de saúde PJ | “plano de saúde empresarial”, “plano para funcionários” | Contratação de equipe ou troca de plano | Tipo de contratante, CNPJ, faixa de vidas, região | Sócio ou responsável por benefícios | Contrato implantado |
Como ler a matriz
- Intenção diferente pede anúncio diferente. Quem quer renovar o seguro do carro responde a uma mensagem sobre comparar opções na renovação; quem abre uma loja responde a uma mensagem sobre proteger o negócio.
- Dados de cotação diferentes pedem formulários diferentes. Um formulário único com campos de veículo, empresa e beneficiários afasta quem só queria cotar um produto.
- Decisores diferentes pedem ritmos diferentes. Em auto, a decisão pode ser rápida, sobretudo na renovação; empresarial e saúde PJ podem envolver mais de uma conversa e mais de um decisor.
- Indicador final diferente pede registro diferente. A apólice emitida e o contrato implantado acontecem fora do Google Ads e precisam ser registrados pela corretora.
Como estruturar as campanhas no Google Ads?
Exemplo ilustrativo de estrutura para uma corretora que atende os quatro produtos em uma região definida. Os nomes e grupos são modelos, não uma configuração de cliente.
| Campanha | Grupos de anúncios | Página de destino | Conversão principal |
|---|---|---|---|
| Pesquisa · Auto | Cotação, renovação, por tipo de veículo | Página de seguro auto com formulário de veículo | Pedido de cotação de auto |
| Pesquisa · Vida | Seguro de vida, vida para autônomos | Página de seguro de vida com contato simples | Pedido de contato sobre vida |
| Pesquisa · Empresarial | Comércio, escritório, por tipo de atividade | Página de seguro empresarial com dados do negócio | Pedido de cotação empresarial |
| Pesquisa · Saúde PJ | Plano empresarial, plano para funcionários | Página PJ com qualificação por faixa de vidas | Lead PJ qualificado |
Cada campanha tem orçamento próprio. Assim, a corretora decide quanto investir em cada produto, em vez de deixar o leilão decidir. Se a verba é curta, é melhor começar com um ou dois produtos bem estruturados do que com quatro sem dados. A configuração, a revisão de termos e o acompanhamento dessas campanhas são o trabalho da gestão de Google Ads.
Negativas que costumam desviar verba
Termos buscados por quem já é segurado e precisa falar com a seguradora consomem cliques sem gerar cotação. Avalie negativar em todas as campanhas:
- segunda via de boleto, sinistro, vistoria, assistência 24 horas, guincho;
- telefone, login ou aplicativo de seguradoras;
- vagas, emprego, curso e prova para corretor.
Entre campanhas, use negativas cruzadas: termos empresariais na campanha de auto, termos de veículo na campanha empresarial, termos de plano individual na campanha de saúde PJ. O relatório de termos de pesquisa mostra, a cada ciclo, o que mais precisa entrar na lista.
Como medir até a apólice emitida?
O Google Ads registra o pedido de cotação. A apólice emitida acontece depois, entre a corretora e a seguradora. Para comparar produtos de forma justa, o relatório precisa das etapas intermediárias:
- pedido de cotação, por produto e campanha;
- cotação enviada ao cliente;
- proposta aceita;
- apólice emitida, ou contrato implantado no caso de saúde PJ.
Com o identificador do clique registrado no formulário, a corretora pode devolver essas etapas ao Google Ads por meio de importação de conversões off-line. O passo a passo do registro está no guia do pedido de cotação à apólice emitida.
Separar produtos também evita comparações enganosas. Um custo por cotação mais alto no seguro empresarial não significa, por si só, que a campanha vai pior que a de auto; os produtos têm ciclos e valores diferentes. A comparação útil é de cada produto com ele mesmo, ao longo dos ciclos.
Qual produto priorizar quando a verba é limitada?
Separar campanhas não obriga a ligar as quatro ao mesmo tempo. Com orçamento curto, dividir a verba em quatro partes pequenas deixa cada produto sem dados suficientes para qualquer conclusão. Um critério de prioridade ajuda a decidir por onde começar:
| Pergunta | Se a resposta é sim |
|---|---|
| A corretora cota este produto com rapidez e tem seguradoras parceiras na região? | O produto é candidato a começar |
| Existe volume de busca mensurável para o produto na região atendida? | Há demanda para a Pesquisa do Google |
| A equipe consegue responder às cotações no mesmo dia? | O atendimento absorve os contatos |
| A corretora já tem página própria para o produto? | A campanha pode ir ao ar sem esperar a página |
| A corretora consegue registrar a etapa até a apólice? | O produto poderá ser avaliado pelo resultado final |
O produto com mais respostas positivas é um bom ponto de partida. Os outros entram em ciclos seguintes, cada um com sua campanha, quando o primeiro já tiver uma leitura. A conta da verba de mídia e do valor da gestão, separados, pode ser planejada com os critérios do guia sobre quanto custa um gestor de tráfego.
Exemplo hipotético, apenas para mostrar o raciocínio: uma corretora com forte atuação em seguro empresarial para pequenos comércios e verba limitada começa pela campanha empresarial. Depois de alguns ciclos, com o registro até a apólice organizado, abre a campanha de auto com orçamento próprio, sem retirar verba da primeira. Os ciclos e a ordem são escolhas do exemplo, não uma recomendação para qualquer corretora.
Cuidados de comunicação nos anúncios
- Sem preço genérico. O valor depende da cotação; prometer “a partir de” sem base cria expectativa que pode não se confirmar.
- Sem promessa de cobertura. Cobertura, franquia e condições dependem da apólice contratada.
- Sem comparações absolutas, como “o seguro mais barato”, que a corretora não consegue garantir.
- Marcas de seguradoras só com autorização e dentro das políticas da plataforma; o anúncio identifica a corretora.
- Página por produto, com o mesmo assunto do anúncio e dados de identificação da corretora.
E o Meta Ads, onde entra?
Instagram e Facebook podem ajudar em produtos com decisão menos imediata, como seguro de vida, ou em comunicação para empresas da região. A lógica de separação é a mesma: um conjunto por produto, com mensagem, formulário e indicador próprios. A comparação entre os canais está no artigo Google Ads ou Meta Ads.
Próximo passo
Se a corretora anuncia vários seguros em uma campanha só, ou quer começar já com a estrutura separada, o diagnóstico do segmento revisa produtos, termos, páginas e o registro até a apólice. Conheça a estrutura de tráfego pago para corretoras de seguros e conte quais produtos e regiões a corretora prioriza.
Perguntas frequentes
Corretora de seguros pode anunciar no Google Ads?
Pode, seguindo as políticas de publicidade do Google e as regras do setor. A SUSEP informa que só podem operar no mercado corretores com cadastro ativo, e o consumidor pode consultar esse registro. Identificar a corretora no anúncio e na página facilita essa verificação.
Qual seguro anunciar primeiro no Google?
Comece pelo produto que a corretora cota com mais agilidade e em que tem condições de atendimento na região. Volume de busca importa, mas um produto muito procurado e com cotação lenta pode gerar contatos que a equipe não consegue responder a tempo.
Por que não colocar os seguros em uma campanha só para economizar?
Porque a economia é aparente. A verba tende a ir para o produto com mais buscas, as conversões de produtos diferentes se misturam e a estratégia de lances aprende com sinais desencontrados. Campanhas separadas dão controle de orçamento e leitura clara por produto.
Posso anunciar o preço do seguro no Google Ads?
O preço depende do perfil, do bem segurado e da seguradora, e muda a cada cotação. Anunciar um valor genérico cria expectativa que a cotação pode não confirmar. Prefira comunicar o produto, a região atendida e como funciona a cotação.
Que palavras negativar em campanhas de seguro?
Termos de quem já é segurado e procura a seguradora, como segunda via, sinistro, vistoria, assistência 24 horas e telefone da seguradora. Também termos de emprego e cursos para corretor. Revise o relatório de termos de pesquisa com frequência para encontrar outros.
Como saber quantas apólices vieram do Google Ads?
Registre a origem de cada cotação e acompanhe até a emissão da apólice, em planilha ou CRM. Com o identificador do clique, é possível importar essa informação para o Google Ads como conversão off-line e comparar produtos pelo resultado final.
Seguro de vida funciona bem no Google Ads?
Depende da busca na região e da forma como a corretora apresenta o produto. Confira no Planejador de palavras-chave o volume de busca de vida na região, que pode ser bem diferente do de auto, e considere que a decisão tende a ser mais consultiva. Teste com termos específicos, página própria e expectativa de ciclo mais longo, sem compará-lo diretamente com auto.
Para o seu nicho