Estratégia de mídia

Tráfego pago para locação: como decidir se a aquisição cabe na receita da imobiliária

Tráfego pago para locação de imóveis: compare custo por contrato com a receita de intermediação e administração em cenários editáveis. Peça um diagnóstico.

Porta de apartamento em grafite com chave na fechadura e uma trilha de discos de moedas mensais que alcança um bloco de custo, marcada em lima.
Atualizado em 7 min de leitura

O essencial deste guia

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Receita da imobiliária na locação
Taxa de intermediação do contrato e, quando houver administração, a taxa mensal, ambas previstas no contrato com o proprietário.
Custo de aquisição por contrato
Mídia, gestão e custo de atendimento de um período divididos pelos contratos de locação atribuídos às campanhas.
Margem mensal de administração
Parte da taxa de administração que sobra depois do custo de operar a administração daquele imóvel.
Meses esperados de administração
Hipótese de quanto tempo, em média, o contrato e a administração continuam ativos.
Custo máximo por contrato
Limite de aquisição que a receita líquida prevista consegue pagar, com margem de segurança.

Resposta rápida

A campanha de locação cabe na receita quando o custo para gerar cada contrato é coberto pelo que a imobiliária de fato recebe: a taxa de intermediação e, se ela administra o imóvel, a margem mensal da administração pelo tempo que o contrato durar. O aluguel não é receita da imobiliária, e o valor do imóvel menos ainda.

Tráfego pago para locação de imóveis cabe na receita quando o custo para gerar cada contrato assinado é coberto pelo que a imobiliária efetivamente recebe por ele. Na locação, isso é a taxa de intermediação e, se a imobiliária administra o imóvel, a margem da taxa mensal de administração pelo tempo que o contrato durar. O valor do aluguel não entra como receita, e o valor do imóvel menos ainda.

A decisão, portanto, depende de premissas da própria carteira: quanto sobra de cada intermediação depois do repasse ao corretor, quanto a administração rende por mês e por quanto tempo ela costuma continuar. Este artigo organiza essas premissas em uma tabela de cenários editável, sem médias de mercado. As definições de CAC e payback estão no guia de métricas para empresas de serviços; aqui elas são aplicadas à locação.

Que receita da locação entra na análise?

O ponto de partida é separar o que passa pela imobiliária do que é dela. Na locação, o aluguel circula pela operação, mas pertence ao proprietário. A Lei nº 8.245/1991, a Lei do Inquilinato, estabelece no artigo 22, inciso VII, que o locador paga as taxas de administração imobiliária, se houver, e de intermediação, nestas incluídas as despesas para verificar a idoneidade do pretendente ou do fiador. Ou seja: a receita da imobiliária vem do contrato com o proprietário, ainda que a campanha fale com o locatário.

Item É receita da imobiliária? Como entra na conta
Valor do aluguel Não Fica fora; só serve de base se as taxas forem calculadas sobre ele
Valor do imóvel Não Fica fora
Taxa de intermediação Sim, uma vez por contrato Valor previsto no contrato com o proprietário, menos o repasse ao corretor
Taxa de administração Sim, mensal, se a imobiliária administra Margem mensal depois do custo de operar a administração
Nova locação do mesmo imóvel Possível, no futuro Só como hipótese separada, se a administração continuar
Outras cobranças Só se previstas em contrato e permitidas Avaliar caso a caso com o jurídico

Duas consequências práticas saem dessa tabela. Uma imobiliária que só intermedeia e não administra precisa que a taxa de intermediação, sozinha, pague a aquisição. Uma imobiliária que administra tem uma receita recorrente, mas ela só existe enquanto o contrato durar e o proprietário mantiver o imóvel na administração.

Quais custos e prazos precisam ser considerados?

O custo de aquisição de um contrato de locação tem mais partes do que a verba de mídia:

  • Mídia: o que foi pago ao Google e à Meta no período.
  • Gestão: planejamento, operação e relatórios das campanhas.
  • Atendimento: tempo de triagem, visitas, análise cadastral e preparação do contrato. Uma estimativa por contrato basta para começar.
  • Produção: fotos e vídeos dos imóveis, quando forem custo da imobiliária e não do proprietário.
  • Ferramentas: CRM e outras assinaturas usadas na aquisição, se a imobiliária quiser incluí-las.

Os prazos pesam tanto quanto os custos. Entre o primeiro contato e o contrato assinado há visitas, análise e definição da garantia. Depois da assinatura, a administração rende mês a mês até o contrato terminar, ser rescindido ou o proprietário levar o imóvel para outra imobiliária. A premissa de meses esperados de administração deve vir do histórico da carteira; se ele não existir, trabalhe com mais de um valor.

Também é bom lembrar que a campanha de locatários consome estoque. Sem imóveis disponíveis, ela para. A frente de atrair proprietários para a carteira tem custo e funil próprios e não deve ser somada à conta dos locatários.

Antes de comparar com outras origens, use a mesma conta de receita para todas. A discussão sobre comparar portais e anúncios próprios trata da divisão entre canais; aqui o que importa é que o custo por contrato de cada canal seja confrontado com a mesma receita.

Como atribuir contrato e receita à origem?

A viabilidade só pode ser calculada se cada contrato estiver ligado à origem do locatário. O registro precisa sair da etapa de contato e chegar ao contrato assinado, com as definições de etapa e a regra de atribuição descritas no guia sobre como medir do contato ao contrato imobiliário.

Para a conta econômica, cada contrato de locação recebe alguns campos a mais:

Campo Para que serve
Origem do locatário Atribuir o contrato à campanha, ao portal ou à indicação
Data do primeiro contato e da assinatura Medir o ciclo e agrupar por período
Taxa de intermediação e repasse ao corretor Calcular a receita líquida da intermediação
Imóvel administrado (sim ou não) Saber se há receita mensal
Taxa mensal de administração Calcular a margem mensal
Data de encerramento da administração Medir a duração real e corrigir a premissa

Um cuidado: se o imóvel seria alugado de qualquer forma por outro canal, a campanha não criou toda a receita sozinha. A regra de atribuição define quem recebe o crédito; a leitura de quanto a campanha acrescentou exige comparar períodos e canais com a mesma regra. Se a imobiliária enviar valores de conversão às plataformas, use a receita dela, e não o aluguel.

Quando a campanha cabe no cenário econômico?

A regra de decisão pode ser escrita assim:

Custo máximo por contrato = receita líquida de intermediação + (margem mensal de administração × meses esperados de administração) − margem de segurança.

Se o custo de aquisição por contrato observado estiver abaixo desse limite, a campanha cabe. Se estiver acima, ou a aquisição fica mais eficiente, ou a premissa de receita está otimista, ou a frente não se sustenta.

Exemplo hipotético, sem relação com clientes da Método Ads e sem médias de mercado. Premissas comuns a todos os cenários, para um trimestre de campanhas: mídia de R$ 9.000, gestão de R$ 4.500 e custo de atendimento estimado em R$ 150 por contrato. A taxa de intermediação hipotética é de R$ 2.000 por contrato, com repasse de 30% ao corretor, o que deixa R$ 1.400 de receita líquida. O aluguel do imóvel não aparece em nenhuma linha.

Cenário Contratos no trimestre Custo por contrato Margem mensal de administração Meses esperados (retenção hipotética) Meses para cobrir o custo Resultado por contrato no período esperado
A. Só intermediação 6 R$ 2.400 Não há 0 Não cobre −R$ 1.000
B. Com administração 6 R$ 2.400 R$ 100 18 10 +R$ 800
C. Menos contratos 4 R$ 3.525 R$ 100 18 22 −R$ 325
D. Retenção curta 6 R$ 2.400 R$ 100 8 10 (não alcança) −R$ 200
E. Margem maior 6 R$ 2.400 R$ 150 18 7 +R$ 1.700

Como os números foram obtidos: o custo por contrato é (R$ 9.000 + R$ 4.500) dividido pelos contratos, mais R$ 150 de atendimento. No cenário B, faltam R$ 1.000 depois da intermediação (R$ 2.400 − R$ 1.400), cobertos em 10 meses de margem de R$ 100. Em 18 meses, a receita líquida soma R$ 3.200, R$ 800 acima do custo.

O que a tabela mostra:

  • Sem administração, a intermediação precisa pagar tudo. No cenário A, cada contrato custa mais do que rende. A saída é reduzir o custo por contrato ou rever a frente.
  • A administração muda a conta, mas depende de tempo. Os cenários B e D têm o mesmo custo; a diferença está só em quanto tempo a administração dura.
  • Volume de contratos pesa direto no custo. O cenário C tem a mesma verba e dois contratos a menos; o prazo para cobrir o custo mais que dobra. Muitas vezes o ajuste está no atendimento e na conversão de visitas, e não na mídia.
  • A margem de administração é uma premissa a conferir. O cenário E só vale se o custo de operar a administração for realmente o que foi estimado.

Troque as premissas pelas da sua carteira, teste valores mais conservadores para os meses esperados e acompanhe a duração real dos contratos para corrigir a tabela a cada trimestre.

Próximo passo

Decidir se o tráfego pago para locação cabe na receita da imobiliária é comparar o custo por contrato com o que cada contrato realmente rende: intermediação líquida e, quando houver, margem de administração pelo tempo esperado. Com o registro por origem e premissas revistas, a verba de locação passa a seguir a economia da carteira.

Se quiser montar essa conta com os seus números, conheça a gestão de tráfego para imobiliárias e solicite um diagnóstico. Leve a carteira de locação, as receitas aplicáveis a cada contrato e os contratos que já consegue atribuir a cada origem.

Perguntas frequentes

Vale a pena fazer tráfego pago para locação de imóveis?

Vale quando o custo para gerar cada contrato cabe na receita que a imobiliária recebe por ele. Se a imobiliária administra os imóveis, a receita mensal da administração pesa muito na conta. Sem administração, a campanha precisa ser paga só pela intermediação.

O valor do aluguel conta como receita da imobiliária?

Não. O aluguel pertence ao proprietário. A receita da imobiliária são as taxas previstas no contrato com ele, como a de intermediação e a de administração, quando houver.

Quem paga a taxa de intermediação na locação?

A Lei do Inquilinato, no artigo 22, inciso VII, atribui ao locador o pagamento das taxas de administração imobiliária, se houver, e de intermediação, incluídas as despesas para verificar a idoneidade do pretendente ou do fiador.

Como saber quanto posso gastar para fechar um contrato de locação?

Some a receita líquida de intermediação à margem mensal de administração multiplicada pelos meses esperados de contrato e desconte uma margem de segurança. O resultado é o custo máximo por contrato que a operação suporta.

Em quanto tempo a campanha de locação se paga?

Depende da receita de cada contrato e de quanto tempo a administração dura. Sem administração, ou a intermediação cobre o custo no fechamento, ou não cobre. Com administração, o prazo é o número de meses de margem necessários para fechar a diferença.

Devo enviar o valor do aluguel como valor de conversão para o Google Ads?

Não. Se a imobiliária enviar valores às plataformas, use a receita dela, como a taxa de intermediação ou uma estimativa da receita do contrato. O aluguel inflaria o retorno e levaria a decisões erradas de verba.

Portal ou anúncio próprio é mais barato para locação?

Não há resposta geral. Compare o custo por contrato assinado de cada origem, com a mesma regra de atribuição e no mesmo período, e use a mesma conta de receita para os dois.

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